segunda-feira, agosto 29

Aos interessados

Especialmente ao noivo, onde quer que ele possa ser contactado. Querem que leve isto para a madrugada de sábado? Mas é com pagamento na hora, não há cá créditos.

Se somos 7

O que é pelo menos metade? 4?

Finalmente, o Pitau!

Este domingo ficou finalmente resolvida a questão fundacional que ensombrava este blogue. Agora, pelo menos metade dos membros deste estabelecimento já provaram a famosa Raia de Pitau. Aprovado com aclamação mas sem unanimidade, porque o sujeito que trouxe este prato para a blogosfera ficou-se por uma envergonhada dourada. Ainda assim, veleu a pena.

quarta-feira, agosto 24

Desafio interno

Ja que somos todos tao sabidos de bola, que tal inscreverem-se nisto ou nisto? Estao um bocadinho atrasados mas nada de dramatico... Va, facamos a liga interna. Ate lhe podemos chamar Superliga Voualiejavenho.com!

Ia-me passando...

A feijoada foi feijoada de sames.


Dúvidas para pitau.raia@gmail.com

O jantar

O meu jantar de hoje foi em Caceira e custou nove euros. Nove euros! Nove euros foram dois jarros de vinho, duas feijoadas, um entrcosto bêbedo, uma chanfana, e, de aperitivo, uns ossos. Houve uma pessoa que pediu um bitoque. Ainda tivemos dois cafés para cada um e seis uisques. Fomos quatro. Nove euros a cada um. Arranjem lá mellhor. Nove euros.

A análise

do proletário é de um rigor e de uma precisão como raramente se vê. Disse tudo. Subscrevo tudo. Ponto a ponto. Acrescento só: Vendam o Douala vendam...

Ai Peseiro, Peseiro...

O SCP saiu justamente derrotado de Udine e só pode queixar-se de si próprio e do seu treinador. Para começar a formação inicial. Sá Pinto está a jogar pessimamente. Luis Loureiro dá más indicações. Tello nunca passará de um nabo. Deivide, ou lá como é que o gajo se chama, é mais um barrete igual ao Motta e tão brilhante como o Silva. Até o Liedson está a jogar mal. Só se salvou o Douala, a melhor contratação dos leões desde o ano passado. Para ajudar mais um bocadinho à festa, temos o Ricardo a redescobrir a sua vocação frangueira. E, claro, um treinador que só se lembra do Pinilla (um Maradona comparado com Deivide) a 10 minutos do fim quando passou toda a segunda parte a perder. Aliás Peseiro gostou tanto da primeira parte (mesmo sofrendo uma bola ao poste e outra à barra e mais uns foras-de-jogo tirados por um míope) que só mexeu na equipa a meio da segunda. Uma miséria, é como posso resumir a actuação do Sporting. O meu nível de gabarolice acerca desta equipa está outra vez a zero.

terça-feira, agosto 23

Esclarecimento

Defendo a Naval ao mesmo nível com que defendo e divulgo a Raia com Molho de Pitau (aconselho uma caseira, mas à falta de contactos, tentem o Teimoso), o Bergantim ou o areal da Figueira. É uma questão de paixão de ordem pouco futebolística.

O meu único clube é o Benfica e quando tivermos os jogos para a Liga pretendo ver uma goleada a favor do meu clube.

Que isto fique bem claro.

Correcções

1. Não é o Sporting que vai em primeiro, como facilmente se afere daqui, mas outra equipa, que já noutros tempos afastou o Sporting de uma outra competição oficial.

2. A Naval tem alguns, vários, figueirenses como provarei logo esteja mais apto. E figueirenses de gema, não falo de cidadãos inscritos numa determinada escola superior à pressa para se poderem dizer dignos representantes de determinada camisola.

Camarada,

acho bem que a coisa não tenha morrido. Pelo menos falta de material não deve haver.

segunda-feira, agosto 22

Duas breves notas

1 - A coisa ainda não morreu. Acbou de ressuscitar.

2 O Sporting já vai em primeiro no campeonato da batota austríaca. Amanhã é tempo de estes senhores provarem o nosso fel.

É verdade...

...mas desconfio que o camarada comprido ainda não tenha recuperado da monumental cabra que deve ter apanhado a comemorar o feito dos figueirenses (haverá algum na equipa? Quem souber que se pronuncie) frente a esses espanhóis de Guimarães.

Por outro lado, ainda não vi nenhum de vós a pronunciar-se sobre o empate que o vosso Benfica conseguiu arrancar à Briosa nesta Liga beatngo.com.

Quase 12 horas

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a mensagem.

sexta-feira, agosto 19

Rituais Zbroing

Hunter S. Thompson, escritor / jornalista gonzo que foi retratado pelo Terry Gilliam em Medo e Delírio em Las Vegas vai ter um funeral tão psicadélico como a sua vida. Após a cremação, misturaram as cinzas com pólvora e vai-se fazer um espectáculo de fogo de artifício sobre a sua fazenda.


O Pastafarianismo é uma nova religião que adora um deus feito de esparguete e almôndegas.

Diário dois

A necessidade de manter um diário surge sobretudo à noite, antes de dormir como registo. Como no entanto, no dia-a-dia normal inventamos uma série de rotinas desnecessárias antes de ir dormir - lavar os dentes e assim - o diário pré-lençóis passa para segundo ou terceiro plano e eventualmente, nem existe.

Nestes dias, os meus são quase sempre ébrios. Volto a sentir uma vontade de morar cá, mas é o engano de quem só já cá vem quinze dias por ano. Hoje nem sequer há o que contar. Fui beber copos com uma família de psicóticos que fizeram um esforço desmedido por andar à porrada e ainda assim não o conseguiram. Com os locais ainda consigo evitar qualquer coisa, com um abraço e uma imperial ao balcão. As pessoas de países estrangeiros, curiosamente, nunca se metem nisso. Há culturas onde as férias servem para as pessoas se divertirem sem andarem ao murro. O meu problema é que a moda da Figueira traz para cá gente de toda a parte do país e eventualmente encontrar-se-ão duas famílias de psicóticos (com pontinha de neurótico, o que, imagino, deve ser raro). E aí, meus caros, não há pachorra. Eu defendo que é importante andar à porrada por razões com propriedade. Por exemplo, andar à porrada por nazis quererem invadir a Europa, por um gajo nos meter uma bomba no bar onde vamos há muito tempo, por causa de uma gaja, etc. Agora por merdas, epá, não tenho paciência.

O fim foi, claro, no Bergantim. Mas sem grande assinalário. O dj mudou de sítio, e o primeiro andar estava fechado. E só. O resto foi o costume. Nestes posts dá-me sempre para estas frases curtas. Uma vez um professor disse-me que eu fazia frases muito curtas. Nem escrevia mal. Mas as frases eram curtas. E eu disse 'mas o Camus também escreve assim'. E o professor disse 'não seja parvo'.

quinta-feira, agosto 18

Falemos então do cachupa

A primeira vez que ouvi falar desse antro foi há coisa de uns treze anos. Estava eu ainda na província quando ouvi o relato de uns amigos muito mais velhos a descrever uma noite lisboeta num tal sítio onde uma velha servia cervejas numa cozinha imunda enquanto o resto da família cozinhava para os clientes embriagados. Fiquei curioso. Anos mais tarde fui lá com alguns (já não sei quais) dos comparsas desta estrebaria. Lembro-me que estava lá um duo de banjo e flauta a tentar que um cabo-verdiano embriagado os acompanhasse à viola. O que me surpreende mais ao longo deste tempo todo é que o cachupa (convencionou-se dar-lhe esse nome) tenha resistido até há poucas semanas. Ilegal, num terceiro andar, a fazer choldra até de manhã em zona residencial. É obra. Esses chungosos de cabelo empastado, vestes de palhaço e que se dizem okupas podiam estudar esta história a ver se aprendem alguma coisa. Seria até um belo case study para as faculdades de sociologia.
Como sempre, oiço muita gente lamentar-se. Sobretudo aqueles que dizem "é pá estive para lá ir tantas vezes e nunca fui..." Só espero que o final do cachupa tenha sido a bem e que ninguém esteja a ver o sol aos quadradinhos. Aqulas ceias deixarão saudades. Afinal, foi na cozinha do cachupa que nasceu a ideia do primeiro blogue por nós parido.

Balelas? Achas que o fim do cachupa são balelas?!?!?

... uma verdadeira IPSS (Instituição Privada de Segurança Social), no verdadeiro sentido da... sigla!! Que em muitas noites de frio e desorientação induzida pelo alcoól te deu abrigo e te alimentou. Seu filho ingrato! Seu herege!
Mais respeito por quem ainda vela o morto. Quem ainda não se recompôs da notícia de uma morte precoce e não anunciada.
Gaza?!? Come-se cachupa aí? Tem gindungo? Tem sagres? Tem frango assado?... Não tem!!!
Já dizia o Aldous Huxley: Gaza é terra de cegos. E em terra de cegos quem tem um olho é rei. E... E... E mais não digo...

O Sharon é que a sabe toda ou interrrompemos as balelas para falar de política internacional

Anda tudo muito entusiamado com a retirada de míseros 8 mil colonos israelitas da Faixa de Gaza. Os tipos estrebucham muito, mas a coisa soa a falso. Afinal, há 400 mil colonos nos territórios ocupados que continuam a dormir descansados. Eu, que leio jornais portugueses, vi hoje no Público uma entrevista com uma professor israelita que explica bem o que se passa: a Faixa de Gaze está sem água e já não serve a Israel. Mas fica bem dramatizar as coisas e dizer que se está a dar um grande passo para a paz e, sobretudo, anunciar que os terroristas vão passar a ser combatidos como nunca se viu. Aguardemos.

Sinto-me orfão

Isso são muito más notícias para a Humanidade.
A ressaca ganha terreno. Cai um baluarte da ebriedade e do mais puro desrespeito pelas normas de higiene alimentar da UE. Todas.
Acho que o Presidente da República deveria dizer algumas palavras. Qualquer coisa. Apresentar, por exemplo, as suas sinceras condolências à família que tão fiel e clandestinamente geriu a cachupa durante décadas.
O país está de luto...
Eu, pelo menos, estou triste como um raio. Paulatinamente, vão desaparecendo todas as boas respostas a estas perguntas: "São cinco da manhã e agora? Para onde é que vamos?"

Wha?

A Cachupa fechou?

Um post que podia ser so titulo

Qual Cachupa?

A triste vida sem o Google Images

Um estranho petisco, mas ainda assim petisco, na casa do pai de um amigo de infância;

A descoberta de novos bares da moda, aqui na Figuueira.

A constatação de que um fino num bar da moda na Figueira custa, até ver, 0,70€.

Anunciaram-me de fonte segura que o Bergantim fechou. Mentira, evidente, que ainda hoje lá estive.

O Cachupa fechou e acabou, fenómeno para o qual ninguém demonstrou revolta. Como não sou cabo-verdiano ou sequer lisboeta, não vejo porque me hei-de indignar.

Já se o Bergantim tivesse fechado havia merda, Mas isto é uma questão de quem se sente e tal.

Isto tudo, atenção, sem o mais ligeiro auxílio do Google Images.

quarta-feira, agosto 17

Secretismos

Quase tudo o que eu tenho falado do Chico é possível testemunhar na primeira pessoa que lá vá. Nem que seja comigo.

Mas há um momento, raro, em que, já de casa fechada, o Chico deixa cuidadosamente escapar alguns episódios do seu passado. Por mais que a cusquice me dê vontade de os espalhar aos sete ventos, o orgulho de os ter só para mim, e de serem tão fabulosos, supera tudo isto.

O senhor Chico é o sonho de qualquer romancista.

Desengane-se

quem pensar que algo neste blog é feito ao acaso. Na verdade tudo é brilhante e absolutamente matutado.

A escolha de cores;

a opção pelos cartazes e fotografias que posta;

a criteriosa e rigorosa escolha das legendas que acompanham cada imagem.

Em breve e merecidamente na lista de links ali ao lado.

terça-feira, agosto 16

Oh pá, isso nem parece vosso...

"Aquilo" agora chama-se FM.

CM?

Não sei do que se trata.
Desconfio que não jogo...

Choque e Pavor

Abrir o blog as 8.30 CET (7.30 em Lisboa) e ler coisas do Escravisauro sobre futebol. Ja jogas CM?

segunda-feira, agosto 15

O erro, esse menozprezado

"Vem com eu, moço! Eu vou contar pr'ócê coisas que nem Cabral sabia!..." Assim apregoava aquele moleque de Cabrália os seus precoces serviços de guia turístico.

Poderia ser o mesmo garoto. O tom de canela da pele era o mesmo. O corpo esguio, músculos despontando, era o mesmo. Os mesmos chinelos e calção ruçado como única indumentária. Os mesmos olhos negros que tudo observavam como quem engole. Mas foi a outro pixote, noutra praia de Porto Seguro, que eu perguntei como se soletrava o nome. O nome de soar estrangeiro que ele já me informara ser o seu:

- “WALLACE”, ouvira eu antes com o intelecto e não com os ouvidos.

- “U – A – L – I – S!”, respondia-me agora ele num tom tão natural como a sua sede de saber mais. Um pouco à frente, uma menina que estava com ele questiona com a mesma sede uma rapariga que estava comigo:

- “Até Portugal, quanto tempo tem de ônibus?”

Vem isto totalmente a propósito da derrota do Sporting no outro dia frente ao Udinese, ocasião em que travei conhecimento com um reforço dos leões para esta época chamado DEIVID.

Deivid atravessou o Atlântico de autocarro para compor uma dupla potencialmente letal mas, até ver, inofensiva com Liedson. Contudo, já valeu a pena a travessia pelo que nos deu a conhecer mais uma obra-prima da onomástica brasileira. Essa consumada arte do erro, esse menosprezado.

Há que reconhecer o mérito e dar o devido valor a um erro que é levado até ao fim, até às últimas consequências, da pia baptismal até ao leito fúnebre. O erro de uma vida. Um erro que dá nome a uma vida. Há que “parabenizar” o jogador de futebol de nome Deivid de Souza que escolhe a gralha ortográfica dos pais semi-analfabetos para envergar na camisola em lugar do respeitável mas “sem graça” apelido.
A questão é polémica mas há que congratular os "Jaquisons", os "Ualis", os "Deivids" deste planeta (e todas as outras calinadas ambulantes que se passeiam garbosas pelos campos de futebol por esse mundo fora, das quais, maldição!, agora não me lembro de mais nenhuma) e quem os cá pôs e a grafia dos nomes que lhes deram.
Não somenos, o erro, esse menosprezado, torna muito mais interessante um desporto tantas vezes sem demais interesse.

domingo, agosto 14

Facilmente confirmarão que

são três e trinta e cinco da manhã.

Que pode uma pessoa dizer a horas destas? Citações, quando muito. Sob pena de, em escrevendo texto da sua lavra, se enterrar em grande e à grande.

Uma boa citação seria a do Luis Lopes hoje. Ontem, vá. Dizia o próprio ao comentar com a habitual propriedade a prova de lançamento do peso feminino, e aproveitando para me lembrar que as mulheres lançam com um movimento de costas para o campo, enquanto que os homens fazem uma rotação que imprime mais velocidade ao corpo e, logo, ao lançamento, que não existem, ao contrário do que algumas pessoas acreditam, provas maiores e menores no atletismo. Com isto, sem realmente o dizer, veio dar um estalo de luva branca naqueles jornalistas de futebol que, ao entrevistar o Rui Silva, lhe perguntavam unicamente 'para quando a passagem aos 5000m?', como se a prova dos mil e quinhentos fosse uma prova menor.

Daqui deixo o meu apelo ao - com certeza leitor assíduo - Rui Silva para que não ceda. Para que continue o brilhante esforço em ser o maior milequinhentosmetrista do mundo. Prova belíssima e na qual o nosso compatriota tem uma estratégia brilhante ainda que pouco arriscada, mas mesmo assim fabulosa e merecedora dos maiores aplausos. As pessoas têm pouco a noção de que o Rui Silva é um atleta que está muito à frente do Obikwelu ou do Figo, por exemplo. E que o futuro do senhor é, queira deus, nos 1500m.

Queria saber responder ao post anterior do meu amigo Isauro, mas na verdade não sei. Não tenho a acidez suficiente. Corre-me bem a vida, no entanto, e tive a sorte de, na Memória Inventada surgir este post:

Dou essencialmente três tipos de erros nos textos que vou escrevendo aqui. O primeiro tipo é o menos interessante: as gralhas, os erros por distracção. O segundo tipo é o mais embaraçoso: erros que reflectem a minha ignorância. O terceiro tipo é o mais divertido: os erros que resultam de ter trabalhado e revisto o texto à pressa, deixando fragmentos de frases antigas junto da expressão nova que acabei por preferir. Por vezes surgem umas quimeras acidentais fantásticas e devia pensar em repescá-las para um bestiário de sintaxe.

O que me facilita a vida, e me deixa, se nos referirmos apenas ao pequeno apontamento do Isauro, sem mais o que dizer.

Para não escrever outro post, que sinceramente não me apetece, deixem-me louvar aquele senhor que tem, em todas as padarias de Lisboa, aquele pequeno papel que diz VIOLA - MÉTODO RÁPIDO. Desde já deixo aqui o apelo a qualquer pessoa que tenha experimentado este método, para partilhar com todos nós essa rápida experiência, que me intriga. Acredito bem que estejamos na presença de um novo Eurico Cebolo, mas provavelmente sem os mesmo meios, dado que apenas consegue colocar pequenos papeis A6 nas montras de padarias. É talvez um dotado pasteleiro. Talvez um camionista de entrega de farinha. Ou mesmo um empregado de balcão desencantado com o mundo da música e das quotas radiofónicas. Dê por onde der, é hoje um A6 famoso e dedicado à causa do ensino rápido de viola. Essa menosprezada.

sexta-feira, agosto 12

3.000 mil milhões de obstáculos

Caro Fante, o seu cansaço é o meu cansaço. Apetece-me dar-lhe umas palmadinhas nas costas para reconfortá-lo, à imagem de um oficial de pista ao mais suado ainda que pior classificado atleta de uma prova de 3.000 metros obstáculos. De facto, o amigo Fante tropeça (ou parece tropeçar, se não é o caso, peço desculpa) nos milhões como quem se afunda num banco de areia e nos biliões como quem se afoga num palmo de água. Mesmo para nós, leitores, foi extenuante vê-lo correr sem jeito nem direcção. Assim de relance, o colega parece-me diminuído fisicamente pelo facto de as suas pernas (ou as fontes que não cita) confundirem milhares de milhões com biliões. Ao contrário do que acontece nas línguas germânicas, em português, um bilião é um milhão de milhões e não um milhar de milhões que é apenas isso... um milhar de milhões. Teria, portanto, que haver mil vezes mais pessoas a ver o mundial de futebol que os jogos olímpicos. Por maior fracasso que Atenas tenha sido, não me parece…

E agora, um momento de reeducação das mentes mais corrompidas pela leitura de jornais online (sim, porque ninguém me convence que os vão comprar religiosamente ao quiosque lá do bairro) anglo-saxónicos (Guardians, (Financial) Times e merdas pseudo-elitistas afins...): a população do planeta terra é de 6 mil milhões de seres humanos e não de 6 biliões.

para não esmorecer o atletismo.

Eu sou daquelas pessoas que acreditam nos números que vê. Estatísticas, censos, sondagens, previsões e estimativas, vendas, lucros, PIB, prémio do euromilhões, índices, enfim. Não é que seja irremediavelmente crédulo, mas tenho para mim que quando se publica um número não é coisa que se tenha discutido numa refeição bem regada, na qual entre um brinde de partir copos e outro, alguém manda o número às gargalhadas. Acho que um número é sempre fruto de trabalho duro e complexo de uma quantidade enorme de gente seja ou não verdadeiro. Admito a fraude, mas estou convicto que é uma fraude sem ponta de desleixo. Já estes quatro mil milhões de espectadores por televisão dos Campeonatos do Mundo de Atletismo deixam-me sem saber que dizer. Na verdade deve ser questão de metodologia, problema meu, portanto. Mas (hoje não me apetece nada pôr links, peço desculpa) apercebi-me que a audiência televisiva nos jogos de Atenas foi dos mesmos quatro mil milhões. Para o próximo Mundial de Futebol prevê-se 3 biliões e meio de espectadores. (Juro que tive o cuidado de utilizar as mesmas fontes, é fácil de pesquisar). No Mundial de Futebol eu sei que uma pessoa que assista a 30 jogos vale por 30 pessoas e daí estes números. Mas no Mundial de atletismo não percebo. Não percebo! A ser pessoas por prova a coisa estava mais ou menos explicada mas assim que diria eu dos Jogos Olímpicos com três semanas e os mesmo quatro milhões?

Cheguei a pensar que iria trazer alguma luz sobre este assunto. Iludi-me mesmo nesse sentido, mas está visto que não. A preguiça impede-me de apresentar alguns cálculos, investigar quantos dias tem cada competição, quantas provas, etc. Depois apresentaria uns rácios, mais uns quantos dados oficiais e avançava com uma sugestão de possível metodologia. Mas nada. Limitei-me a partilhar com as pessoas esta minha angústia dos quatro mil milhões.

Devia ter-me ficado pelo rapaz das Bahamas do triplo salto, que tem algum azar que não vem de agora, nestes campeonatos; pela razão inversa, indutora do equilíbrio das coisas, que permitiu ao holandês ganhar o salto com vara; pela outra que caiu na ultima barreira na final dos 100m barreiras ou ainda; pelo tropeção do Rui Silva quando já estava a fazer o que ele faz nestas provas de 1500m. Isto é, fazia um post de fait-divèrs igualmente, mas sem se notar tanto o fracasso.

quinta-feira, agosto 11

Só mais uma machadada

A Autoridade da Concorrência confirmou ontem o que já toda a gente sabia. Depois de meses a fingir que estavam a pensar seriamente no assunto, os membros da Autoridade autorizaram Joaquim Oliveira a ficar com o DN, JN, 24Horas, TSF e mais uma série de publicações que fazem dele o segundo maior proprietário de meios de comunicação social em Portugal. A forma como isto tudo se passou é absolutamente vergonhosa. Depois de anos de conversa fiada dos nossos políticos de 25ª categoria sobre a concentração dos média e a liberdade de imprensa e o blá blá blá do costume, estes incompetentes resolvem vender todo o grupo Lusomundo Média a um único comprador, apesar de haver sete interessados na corrida. Aparece finalmente a oportunidade de diversificar o mercado e estes animais dão tudo de mão beijada ao Oliveira. Depois vem esse cadáver putrefacto da Alta Autoridade para a Comunicação Social dizer que não diz nada sobre o assunto porque não tem competência. Não se pode eliminar esse corpo abjecto e obrigar todos os pançudos que lá andam a ir trabalhar? Há dias em que este país me causa náuseas.

quarta-feira, agosto 10

Está a chover

Eu acho que é bom

Com que então,

quatro mil milhões e ninguém estranhou.?...

Já cá venho dizer a minha opinião sobre isto tudo. Té.

terça-feira, agosto 9

Expliquem-me lá














Como é que uma cena em que o presidente é um gajo vem do Senegal vai organizar um campeonato do mundo em Helsínquia? Tanta pista por ai...

Meus caros

Amigos, camaradas, desconhecido:

Vivessem voces no estrangeiro e saberia verdadeiramente o que e ter saudades de Jorge e Luis. Sobram-nos duas opcoes. Canais holandeses, com a transmissao decente mas lingua quase incompreensivel (embora me parece que o senhor e o lopes ca do burgo).

Por outro lado, a BBC tem transmissao exaustiva mas centrada ou nos britanicos ou no jet-set. Por muito que se goste deles, e inadmissivel perder dois ou tres lancamentos ou saltos porque eles insistem em filmar a Mutola ou o Bekele. Mas depois, para compensar, os comentadores sao o Colin Jackson, o Jonathan Edwards e o Michael Johnson.

Salve-nos Sao Zapping!

Fraco planeamento

O facto de estar a trabalhar enquanto decorre o Mundial de Atletismo é culpa exclusivamente minha por não ter planeado férias devidamente. Os meus dias vivem agora da dualidade entre querer saber rapidamente os resultados no site ou esperar e ver à noite a repetição das provas que a Eurosport faz o favor de transmitir. Podem as pessoas pensar que isto é uma vida vazia se esta é a dualidade que me atormenta mas posso descansar-vos. Há outras.

Um exemplo. Hoje dá-se a final dos 3000m barreiras, homens, prova onde se destacaram nas meias-finais quenianos-quenianos e quenianos-qatarianos (do Qatar). Que questão se levanta aqui (sobretudo para um natural de um país que torce por uma pessoa nascida na Nigéria)? Estes quenianos foram contratados com pensão vitalícia pelo Qatar e representam agora este país. Esta situação, numa visão mais romântica da competição entre países, pode ser contraproducente em termos de audiências no futuro, se os países deixarem de ser selecções e passarem a ser clubes (na verdade há quatro biliões de pessoas a ver o mundial, este argumento serve só para encher texto). É claro que é muito mais importante que, graças a este pequeno desvio, possam estar quatro dos melhores atletas do mundo na prova dos 3000m barreiras e não três, que é o limite por país. Por outro lado vai evitando que entrem em competição (ocupando evidentemente lugar) pessoas cujo recorde pessoal de 100m é 13,50 e tal segundos, como vi algures numa eliminatória feminina.

Na verdade só queria dizer que me incomoda perder provas e incomoda-me perder finais como me vai acontecer hoje. Mesmo amanhã terei que me deslocar a um café e convencer o dono a mudar de canal (bom, como é o Rui Silva aquilo deve estar a dar na dois). Vale-me que em 2007 o mundial é em Osaka (GMT +9) e sempre posso ver, ainda que abdicando de dormir.

segunda-feira, agosto 8

Singela homenagem

Não acredito que o senhor alguma vez ponha os olhos nestas linhas, mas ainda assim lanço daqui o meu voto de louvor a essa enciclopédia atlética que dá pelo nome de Luís Lopes. O comentador de atletismo é tudo o que o Gabriel Alves não consegue ser: rigoroso, profundamente conhecedor do assunto de que fala e com o bom senso de não esmagar o comentário com artifícios de linguagem ou o excesso de factos mais ou menos irrelevantes com que o Gabriel nos costuma brindar. Uma palavra também ao Jorge Lopes (nunca percebi se é da da família do Luís mas aqui fica o repto aos detectives que pululam nesta casa), também ele um expert na matéria. Se até a Susana Feitor ganhou uma medalha - desta vez esqueceu-se de que estava com o período, tinha uma enxaqueca, caiu na véspera, desidratou ou outra desculpa que a valha - só podemos esperar boas notícias de Helsínquia.

domingo, agosto 7

Ah, saudade

Devia pegar em tipos como nós e investigar que influências houve depois de Agostos inteiros em que cagavamos no resto dos meninos para ficar em casa à tarde e acompanhar a sequência Tour - Mundial/Europeu de Futebol - Jogos Olímpicos/Mundiais de Atletismo - Volta a Portugal - Jogos de pré-época - Vuelta - Início de temporada e regresso às aulas.

Alías, eu penso que a minha disposição para noitadas vem do tempo em que ficava acordado até as seis da manhã para ver a maratona de uns quaisquer campeonatos europeus em que o ponto alto era ou o António Pinto desistir, ou uma romena qualquer vomitar e ainda acabar em terceiro ou, melhor ainda, um compangon de route adormecer e passado um bocado, ao acordar perguntar simplesmente: "Quantos quilómetros é que dormi?"

Já agora, estou com fé na medalhinha para o Francis. Fica o palpite.

sábado, agosto 6

Fosse Agosto sempre assim.

Agosto passado estava eu desempregado e estava já na Figueira. Os meus dias resumiam-se a ver os Jogos Olímpicos durante o dia e beber copos à noite. Dificilmente repetirei momento tão desafogado, mas há coisas que nos fazem bem à nostalgia. Aparecer-me o Campeonato do Mundo de Atletismo, por exemplo.

O primeiro apontamento é patriótico. E é apostar, finalmente, no Rui Silva para ganhar limpinho os 1500 m. Limpinho. A vida está facilitada por não estar lá o El-Guerrouj, que - já agora - avisou que a corrida vai ser muito mais lenta por ele próprio não participar. E não imagino ninguém no mundo mais capaz de ganhar uns 1500 m lentos do que o Rui Silva.

Para os patriotas mais impacientes, mas que ainda assim tiveram bandeira nacional na janela o ano passado, posso sugerir ligar a televisão só nos ultimos 120 m que será o momento em que o Rui Silva deixa de pensar na lista de compras para casa ou se deve ou não fazer um seguro de recheio do seu apartamento, e arranca do quinto lugar para o primeiro.

p.s. Não me esqueci do Bernard Lagat, agora cidadão americano, e que por causa disso também não estará presente (há umas papeladas a tratar e assim). Mas tenho para mim que o Rui Silva papava o gajo na mesma. Enfim, confirma-se isto daqui a dois anos.

sexta-feira, agosto 5

Brasil, terra de paz e amor

Tenho andado a visitar as páginas da Câmara dos Deputados do Brasil. Descobri que não é só em Portugal que se fazem comissões de inquérito parlamentares por tudo e por nada. Vejam alguns exemplos de investigações em curso ou recentemente encerradas pelos deputados brasileiros:
BIOPIRATARIA
EXTERMÍNIO NO NORDESTE
OBRAS INACABADAS
TRÁFICO DE ANIMAIS E PLANTAS
ou, as minhas preferidas:
ENVENENAMENTO NO ZÔO DE SÃO PAULO
ASSASSINATO FISCAIS DO MIN DO TRABALHO
ATAQUES A MORADORES DE RUA EM SÃO PAULO
INVESTIGAR A MORTE DO CHINÊS CHAN KIM CHANG
MORTE DE CRIANÇAS INDÍGENAS POR DESNUTRIÇÃO
Só por aqui se vê como os nossos "irmãos" são um povo cordato, mas pouco dado à rotina.

Nem tudo na guerra fria foram cogumelos

Celebrando os 60 anos do início da nossa era, cá fica um link a mostrar como os testes nucleares da guerra fria até foram úteis para o estudo do cérebro humano.
Com os testes nucleares dos anos 60, o dióxido de carbono na atmosfera absorveu a radiação dos testes que por sua vez ficou nos DNA dos neurónios, o que permitiu saber quando é que as células tinham nascido. Link

Nacao Incendiaria

Pode dizer-se que o perfil do incendiário centra-se num indivíduo entre os 20 e os 40 anos, parcas habilitações, famílias modestas e que normalmente age num quadro de futilidade.

quinta-feira, agosto 4

Não é por aí que me vou abaixo

A frase 'praia mais próxima de Madrid' era um slogan muito popular nos anos 30, época de ouro do turismo burguês na Figueira da Foz. Portanto agradeço, mas não é a verdade que me vai impedir de contar uma história.

Mais ossos de oficio

Distancia Madrid - Figueira da Foz - 528.6 Kms
Distancia Madrid - Playa de Alboraya - 346.4 Kms

Isto nem sempre foi assim

A interacção Figueira-Coimbra é uma questão que não vem de agora, e constitui um microcosmos de porrada e pancadaria tão ricos que poderiam perfeitamente ter inspirado versões nacionais de um Outsiders ou de um Rumble Fish. Apesar de ser uma história antiga está relativamente bem definida no tempo. Diria que é o período entre o início dos anos 80 e o primeiro mandato do Santana Lopes, e ocorria sobretudo em dois momentos. A Queima das Fitas, em que íamos lá nós, e toda a época balnear em que vinham cá os gajos.

Que tínhamos então nestes conturbados oitentas? De um lado, Coimbra, a cidade universitária, cheia de gente de todo o país, durante todo o ano, pessoas que na verdade nada tinham a ver com estas guerras. Constituíam no entanto um trunfo para os autóctones. Eram ainda os gajos que tinham as livrarias, as lojas de discos, as lojas de roupa e História, muita História. Os representantes mais típicos da fauna coimbrã eram os rockabillies, gente que de facto se vestia e se penteava tal qual a imaginada América dos anos 50. Se toda esta perspectiva cosmopolita era o troféu, a verdade é que pouco mais deles se utilizava do que as lojas de roupa. E talvez algumas de discos, no Natal e nos aniversários. Nas bandas não havia meninos! Era tudo punk e rockabilly. Alguns dos Tati e dos Belle Chase Hotel são gente desta escola (sim, andaram de poupa no ar e apliques metálicos nos sapatos). Coimbra tinha ainda a RUC, fabulosa rádio independente, e que se ouvia também na Figueira. A boa cultura musical das pessoas de ambas as cidades deve-se às audições da RUC. A grande discoteca era a States, talvez o maior bar de rock que alguma vez tivémos em todo o país, hoje casa de striptease.

A Figueira era, muito mais do que agora, uma terra de pescadores, pólo turístico por excelência de espanhóis (a praia mais próxima de Madrid) e de pessoas de Coimbra. Na altura, mais ninguém, senão estes, povoava as noites de Verão da Figueira. Os orgulhos locais eram praticamente só o Mar e o Verão e dava ideia que eram mais do que suficiente. A fauna era dominada por dois tipos muito específicos: Surfistas e Basquetebolistas. Os surfistas eram todos filhos de pescadores. Daí que não tenha havido nenhuma grande glória do surf mundial oriunda da Figueira. Quando terminavam o 11º ano entravam na Forpescas e seguiam a carreira familiar. Do básquete, aí sim, saíram alguns nomes cujo objectivo principal era chegar ao Benfica e à Selecção, o que foi aqui e ali conseguido. Destaca-se o Lita, jogador de grande classe que chegou ao cinco inicial do Benfica de Mário Palma e que por, dizia-se, ser calão, passou ao lado de uma carreira fulgurante. As bandas, poucas que havia, eram uma imitação sofrível de um indie britânico daquela altura. Havia muitas pessoas vestidas como o Robert Smith, ouvia-se Smiths e Joy Division, mas ninguém sabia muito bem porquê. Havia duas discotecas de grande nome, a saber, o Bergantim e o Pessidónio. O Bergantim ainda hoje existe e ganha o prémio de resistência, a dar-lhe há mais de trinta anos.

Chegava-se a Maio e a Figueira deslocava-se por uma semana a Coimbra. Começava aqui a época de porrada. Era um momento aguardado com excitação por todos e todos tinham a certeza que iria haver merda. E havia sempre. Normalmente em frente ao palco, aproveitando o facto de estar tudo a assistir a um concerto de Iggy Pop ou Gene Loves Jezebel, o primeiro empurrão despoletava então um abrir no público em forma de arena e começava o fight. Uma das coisas que me intrigava quando pensava em batalhas na idade média, era como se conseguiam os soldados distinguir uns aos outros. Ali era igual, dezenas de gajos ao soco e nunca havia fogo amigável. Cada murro atingia cuidadosamente e só o adversário.

A partir de Julho vinha Coimbra até á Figueira. Além dos tais espanhóis e de algumas pessoas do Norte da Europa a terra ficava cheia de malta de Coimbra. Isto já era uma instituição de tal modo enraízada que ainda hoje a expressão Coimbra C é bastante familiar (piadola apenas ao alcance de quem anda ou tenha andado bastante de comboio). A porrada continuava agora, à porta dos bares, dentro de discotecas, junto à praia, sendo que, uma vez por ano havia uma noite em que a coisa corria mesmo mal, de forma mais ou menos combinada, para resolver aquilo de uma vez. Se o denominador comum, quer na Queima quer no Verão, era o copo, agora acrescentava-se ainda o factor gajas. Ou seja, a porrada nunca partia de um mosh maldoso, mas sim de uma espanhola que nos virava a cabeça a todos e que no final acabava disputada sempre, por um representante de cada um dos lados, o que, obviamente dava merda.

Hoje passo lá muito menos tempo, mas tenho ideia que esta tradição morreu. O ponto de viragem, julgo, foi o mandato do Santana Lopes na Figueira. A estratégia agressiva de mediatização da Figueira funcionou, e a população estival de Coimbra na Figueira diluiu-se e, na verdade, perdemos o complexo de inferioridade que tínhamos em relação aos nossos vizinhos universitários. Ou isso ou a culpa era da nossa geração, e, tendo crescido e saído de lá, a coisa andou e instalou-se a paz.

Isto para introduzir o tal jogo amigável da Naval - Académica. Que ficou um a zero, não nos esqueçamos. Não consigo deixar de sentir um pequeno brilhozinho nos olhos quando leio uma notícia destas, uma nostalgia que invade. Ainda para mais porque a porrada nunca tinha sido motivada verdadeiramente por futebol. Houve apenas um período curto em que a Naval e a União de Coimbra se econtraram, uma ou duas épocas, e que também não foi bonito.
Na verdade, gostamos muito uns dos outros e, juntos, temos um certo desprezo pedante pelo resto do país (a ausência de sotaque, por exemplo). Mas quais, macleods achamos que só pode haver um e, olhem, porrada. É a primeira vez que Naval e Académica estão na primeira divisão juntas. Promete.

Bom prenuncio

Vai ser bonita a competicao interna aqui do blog. A avaliar pelos acontecimentos da pre-epoca....

quarta-feira, agosto 3

Já agora o link

He arrived as a nobody but immediately had London’s greatest rock stars at his feet. Charles R Cross reveals the wild rise of Jimi Hendrix.

O mito antes de ser mito

Nova Iorque, Maio de 1966. Alguém pergunta a Jimmy James, guitarrista dos osbcuros "Curtis Knight" se ele quer tomar ácido. Resposta: "No, I don´t want any of that, but I'd love to try some LSD stuff". Resultado: "I looked in the mirror and I thought I was Marilyn Monroe". Em Setembro, Jimmy partiu para Londres. Quatro anos depois estava rico, famoso, drogado e morto. Respondia pelo nome de Jimmy Hendrix. O Sunday Times traz um excelente artigo baseado na nova biografia do artista escrita por Charles R Cross, que vai ser lançada no próximo dia 15 em Inglaterra.

ah Lisboa!

foto de Sofia Quintas



Blogs de parede

Programação/ Canal 21

Amanhã, ou hoje para os mais puristas, teremos post dos Bad Plus, mais o seu novo álbum. Os Bad Plus, são um trio à antiga (como aqueles do Bill Evans) mas que idolatram o rock e assassinam o jazz. Não sei se há muito mais a dizer. Tentarei.

Do blog que mais gosto (sem sombra para dúvidas)

Há um certo gosto e orgulho parvo, em entender porque é que um texto como este é escrito pelo Tulius e toda a série Bola no Olival é escrita pelo Ivan. Aliás a bola no Olival é de leitura obrigatória (todos os cinquenta e tal posts), para quem sabe ao mesmo tempo o que são marcas de uma bola enlameada na parede de um prédio e o que são as fintas bêbedas do Chalana. Penso, na verdade, que não se pode satisfazer uma premissa sem a outra. Questão geracional.

Correndo o risco do óbvio, força, força, companheiro Vasco. Vamos às cem!

terça-feira, agosto 2

Não quis, nem quero falar de jogos de futebol ou de títulos pré-época,

antes pelo contrário. Falei de um exercício de análise. Por mim os jogos de pré-época podiam ser todos contra a equipa B desde que transmitidos. O que me interessa é saber antes de ti (que pelos vistos só espreitas o plantel do Sporting em Outubro), se preciso de ter cuidado com o Deivid ou se, por outro lado, não é suficiente para colmatar o facto de o Ricardo ser o guarda-redes. Sei lá, vício de profissão, querer ter informação antes de um determinado facto suceder.

p.s. Parabéns pelo troféu Guadiana.

Do oficio

Gosto do rigor, quase jornalistico, que transborda da tua posta. "Mesmo depois de ser campeao"? Pensas que estas a falar do Belenenses, pa?

Pré-época

Os torneios e particulares da pré-época fazem lembrar os jogos de esperanças ou de sub 21: mal jogados, desinteressantes e irrelevantes. O povo benfiquista costumava adorar o Verão por ser a única altura em que a sala de troféus recebia alguma peça nova. Mesmo depois de campeões, o vício ficou. Agora quanto ao futebol a sério, isso é coisa para começar só em Setembro, lá para a quarta ou quinta jornada. Até lá, é vê-los a aquecer. Só espero que os udinenses estejam ainda mais veraneantes que os de Alvalade porque a malta precisa de trocos para quando o Liedson der à sola, lá para Dezembro.

Olha outro.

Nem parece teu

Gajo que e gajo sabe quem vai ser campeao no proximo ano desde que o ultimo campeonato acabou. Pelo menos.

O jogo particular

A competição é a competição e uma pessoa está em pulgas, é certo, para que comece, mas é fundamental assistir desde já ao maior número de jogos particulares que se conseguir. Se possível de todos os que são transmitidos, sejam quais forem os clubes que jogam. Este exercício, para além do prazer do visionamento em si, permite, mais tarde, uma resposta analítica muito mais adequada, poupa-nos a surpresas e permite saber (na próxima semana ou na outra) quem vai ser o campeão nacional. Sem me querer precipitar, é possível que tenha chegado à equipa principal o primeiro jogador que sabe centrar desde Vitor Paneira. O Hélio Roque não só acertou todos os centros que tentou, como procurou fazê-los da forma menos previsível possível, ainda que de modo aparentemente fácil. O problema maior é ser um avançado centro e não um extremo, mas dado que o Simão e o outro russo novo estão a ser experimentados no meio, nada impede que o Hélio Roque também seja testado na linha. O que se ganha em precisão de passe perde-se no entanto noutro aspecto, fundamental na posição: duvido que com aquelas orelhas o atrito e a inércia (na verdade só um dos dois, mas não estou certo qual) permitam ao jogador imprimir toda a sua velocidade. Que seja, estou tranquilo. Outra questão que abordarei assim veja o Estoril-Benfica de hoje é a possibilidade de o Beto trazer um estilo Isaías há muito não visto por estes lados. Há que limar apenas umas arestas, para se tornar parecido com o saudoso, sobretudo treinar o passo de corrida com o peito colocado como quem está constantemente a cortar uma linha de meta de uma prova dos 100 metros.

Errata (porque isto aqui é gente séria)

Parece que afinal isto não passa de um mito urbano.

segunda-feira, agosto 1

Proletário, "this agression will not stand, man!"

Parece haver um Dude por trás do Dude. Parece também que os estado-unidenses redescobrem aos poucos em DVD aquilo que desprezaram no grande écran. E parece ainda que a transumante Lebowski Fest já reune multidões de milhares onde quer que assente pasto, do Kentucky à California. Jesus!...

Ja e Agosto..

Com cinco posts no primeiro dia, parece que os Pitaus ficaram para aproveitar os lugares de estacionamento..

Má argumentação

A do estimado Isauro. Lá porque concordámos em não fazer disto um ringue de boxe à antiga (belos tempos que remontam ainda mais atrás ...) não quer dizer que tenhamos de andar sempre aos abraços. Ainda há espaço para uma saudável rixa, não acha? Já leu o que o Lobo diz ali em cima?

Má memória

A do colega Proletário, que se esquece que isto aqui não é o Não perdes Pela Demora.

Maus fígados

O nosso amigo Isauro, também conhecido por Gastão, sempre se notabilizou por ser um homem de sorte. Tem lugar para o estacionamento, apanha as conversas certas, encontra os tipos mais convenientes, enfim, o acaso tem-lhe sido generoso. Talvez por isso escarneça dos comuns mortais a quem a sorte diz pouco. Irrita-o que tantos apostem no jogo como forma de resolução das suas vidas. Mas olhe meu caro, excusa de se exaltar tanto. Por mim, não me importo de dar dinheiro à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e outras que tais, a ver se chega alguma sorte aos milhares de azarados a sério que existem neste país. Não é por ter gasto três euros que chego ao fim do mês a precisar da sopa dos pobres, fique descansado. Se um dia eu ganhar prémio que se veja, será dos primeiros a provar a lagosta, disso esteja certo.

É sem dúvida este o caminho certo para sairmos da crise!

Em nome da mui feia cidade de Limerick e da sua repentinamente mui ilustre cidadã, Dolores McNamara, gostaria de felicitar todos os portugueses que apostaram no Euromilhões (incluindo os meus co-redactores) pelas excelentes opções de investimento das suas poupanças demonstradas nestas últimas semanas, as quais representaram um desvio de muitos milhões de euros da economia nacional sabe-se lá para onde.

Prémio obrigadinho pá, era mesmo isso que nós precisávamos de ouvir agora

"There's not anything with the shuttle that you can't make worse by trying." John Young, antigo astronauta, sobre as obras a fazer no Discovery antes do regresso à Terra.