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segunda-feira, janeiro 22

segunda-feira, novembro 27

O dia em que Kramer passou a ser apenas o pequeno Michael Richards

domingo, setembro 24

Na senda do audio-visual, parte II

Além do Bachelorette, o Michel Gondry destacou-se, por exemplo, num dos vídeos que melhor consegue captar a essência dos Radiohead. É importante referir que eles devem ser os gajos que mais a dedo escolhem os criativos e os realizadores dos seus videoclips, visto que não me lembro de um, nem unzinho que seja, que não seja completamente avassalador, portanto não é coisa pouca ser dele o melhor.

Não, apesar da câmara impressionante no Street Spirit, da história pungente contada no Paranoid Android, da curta-metragem impressionante que é o Karma Police, do arrojo do plano único no No Surprises ou da alta tecnologia usada no Pyramid Song ou no There There, é mesmo o vídeo de Knives Out, realizado como se fosse um único plano-sequência (ainda tenho que investigar para ver se é verdade) que melhor define aquilo que é a sua música: a angústia, a paranóia, o desespero, a irrealidade própria de um pesadelo. Com o toque de bizarria que vai definindo o trabalho de Gondry:

sábado, setembro 23

Na senda do audio-visual

O Spike Jonze, antes de se ter tornado um cineasta da moda, realizou vários videoclips da moda, como já aqui foi referido. Muitos e bons, inovadores, como terei - espero - ocasião de aqui partilhar. Entretanto lembrei-me de mais um cineasta da moda que começou como realizador de videoclips da moda, que marcaram definitivamente a minha formação, se bem que na altura não fazia a mais pálida ideia de quem eram as almas por trás do famoso processo criativo. A bem dizer, nem sequer interessava muito. Na altura, bastava bem o trabalho de ter de aprender os nomes das bandas ou artistas a solo, das músicas, eventualmente dos álbuns e ainda, lá está, a história que os videoclips contavam ou, em alternativa, pelo menos os planos que enchiam mais o olho.

Lá para 97, talvez a derradeira altura em que a MTV ainda se via (ainda que vagamente - o Alternative Nation, alguns clips pela madrugada), lembro-me perfeitamente de ter surgido o, se não estou em erro, segundo single do Post da Björk, que já na altura era uma paixão arrebatadora que me enchia o peito. Lembro-me ainda do espanto com que vi o clip do Bachelorette pela primeira vez, da obsessão de ir memorizando o vídeo a cada passagem, e ainda do enorme gozo que me dava saber que este iria acabar por passar durante as madrugadas em que ainda tinha o hábito de ouvir a televisão. Não me lembro, como é óbvio, como em todas as paixões, da altura em que ela passou, em que deixou de ser importante, em que se tornou apenas num hábito que se mantém.

A única certeza que tenho é que, passados muitos anos, voltei a ter um gozo enorme a ver o clip, a segui-lo atentamente, a descodificar a mensagem de Michel Gondry (o gajo do Eternal Sunshine of the Spotless Mind, pois claro! Estes dons não caem do céu!). Agora tudo faz sentido. Sobretudo a excentricidade bem marcada, a crescente sensação de ansiedade e a pontinha de melancolia que deixa no final. Um vídeo brilhante para uma música não menos brilhante:


quinta-feira, setembro 21

'I'm always in danger of being dismissed as a clown' Beck

Descobri na mais improvável fonte do mundo (pá, lamento mas é) que o single de apresentação do álbum do Beck já anda aí. Foi na Revista Atlântico. O baixo é mesmo à maneira, bem como o interlúdio de percussão. No que a Beck diz respeito sou muito mais pessoa de Odelay e Midnite Vultures do que de Mutations ou Sea Changes. Portanto penso que vou gostar muito deste disco, a julgar pela amostra.

O vídeo fica aqui, bem como as alvíssaras que dou a quem me disser que video me lembrou este Nausea. Tem alguns 12, 13 anos, e o assunto é o mesmo. Por certo que quem ouve agora Beck, ouviu ininterruptamente os tais outros de 93 ou 94. Fica a resposta para o próximo post, e as alvíssaras para este.