quinta-feira, fevereiro 9

Abrindo o peito às balas

Para contentamento, estou certo, de várias famílias que me têm acusado de não gostar de cinema, tenho a dizer que ontem vi um bom filme. Mais ainda, escrevo aqui publicamente que gostei de um filme do Spielberg. "Munique" é, convenhamos, uma película demasiado longa – o Steven nunca soube muito bem quando acabar uma história antes de ela se começar a tornar redundante – mas não deixa de ser uma história bem contada. A força do filme de Spielberg é a de mostrar que o ódio só serve para alimentar mais ódio, explicando porque é que a vingança não apazigua os demónios que o ódio liberta. A forma como o filme aborda o conflito entre Israel e a Palestina deixa transparecer a irracionalidade de dois povos que lutam por um pedaço de terra árida a quem todos querem chamar sua. A paranóia em que mergulha o protagonista parece-me uma excelente metáfora do desnorte que continua a reinar no Médio Oriente.

4 comentários:

Escafandro disse...

Sempre me pareceu que o amigo Proletário é judeu. Na minha ateia opinião, só tendo um napron na cabeça e a pele da ponta da picha cortada se pode gostar do filme como o senhor tanto gostou. A mim não me surpreendeu no entanto a qualidade do obra, é totalmente coerente com a filmografia do realizador judeu nos últimos 15 anos.

proletario disse...
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proletario disse...

Fico sempre agradado com a elegãncia da sua prosa. No entanto, tomo a ousadia de lhe dizer que o filme não me parece nada pró semita. Aliás veja lá o que diz este senhor, por sinal um cidadão desprovida de peles no membro viril... http://www.israelnewsagency.com/stevenspielbergisraelmunichterrorim481229.html

Bruno Sousa disse...

Proletário no seu melhor. Diz que gostou do filme e a primeira linha que diz sobre o mesmo é para dizer mal...