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terça-feira, dezembro 12

Novas vistas

Venho anunciar com prazer a todos os que me querem bem (e ao Proletário) que os meus olhos "enxergam" com eficácia deslumbrante. Logo no dia seguinte à cirurgia, já lia,via ao longe, ao perto e para os lados e maravilhava o meu epitálamo com a nitidez da informação que lá chegava. Dúvidas, só no momento em que o laser incide na córnea e começa a cheirar a porco, aquele odor de carne queimada... Depois disso é progressivo bem-estar, encantamento e laudas ao Dr. Vizibelli, semi-demiúrgico ocular.

quinta-feira, dezembro 7

Querias...

ó meu, agora é que te fodeste.

Qualquer pessoa avisada escrevia este post amanhã de manhã, dado que estive a ver o Benfica no chico, inclusive houve chatice no chico, inclusive ouvi o Fernando Santos após o jogo, e inclusive fui ao quiz, onde fiquei em segundo lugar, e ainda inclusive ofereceram-nos a última rodada. Mas escrevo o post já para despachar isto.

Repara que tu - um tipo que amiúde confessa a sua vassalagem à Ciência - comparas três grandezas incomparáveis. Dizer que o Jay Leno é o maior é confortável, reconheço. Ora, obrigadinho. Já o Jon Stewart, acusas, tem uma agenda. Pois claro que o Jon, esse maluco, tem uma agenda. Está a trilhar caminho, e no sentido correcto. Um dia pegará no Tonight Show e irá pelo mesmo caminho do Leno. Talvez melhor. Ou agora vamos deitar fora o valor dos vinte anos a aprender que faltam ao Jon Stewart?

Mas nem é por aí. É pelo recambiar o Conan O'Brien para divisões distritais de futsal, porque o homem - sacrilégio - é mais físico que literário. Para começar - e para não insultar pessoas - é absurdo. O Conan O'Brien é responsável pelos melhores textos do melhor período do Saturday Night Live (que é um bom período) e ainda por alguns dos melhores textos dos Simpsons. Mas depois, pega no seu programa e faz de tudo aquilo um ridículo visual. Salta para piscinas sem água, troca de roupa com o Begnini, luta com o Chuck Norris, mergulha em tanques de chocolate com o Norm do Cheers (esquece-me agora o nome do gajo). Os programas dão um a seguir ao outro e a pessoa intelegentíssima que é o Conan O'Brien percebeu que ninguém queria ver um clone do Leno colado ao programa do Leno.

E, só para acabar isto (não é cedo), repara bem na falta de respeito que o O'Brien tem por si próprio. Isto não é de valor? Estamos a falar de uma grande inteligência que se nega a demonstrá-la por meios não físicos. É que do Leno eu sei que tem uma garagem de carros e motas, do Jon Stewart sei que quer ser actor, tais os filmes maus em que aparece junto ao Adam Sandler, mas do Conan O'Brien só lhe conheço a disponibilidade para ser palhaço. Não é para todos.

quarta-feira, novembro 15

Querido mudei a casa!

O senhor José Veiga tem uns gostos esquisitos. Na decoração da sua casa, mistura cadeirões de estilo oitcentista com divãs de design moderno. Os candelabros parecem definitivamente fora de moda. Quanto a quadros, há ali forte indícios de pintura de gosto duvidoso. Digo isto porque vi o recheio da casa do sr. Veiga na televisão. Escapam-me as razões que levaram a TVI a estar presente na operação de arresto das mobílias do ex?-dirigente do Benfica. A nossa justiça tem, por vezes, esta estranha vocação para o reality show. Não percebo e, sinceramente, assusta-me.

sexta-feira, setembro 29

Briosa.

Não é incomum ver o Comboio Azul, adepto com carácter de exclusividade, da Académica de Coimbra, gozar connosco, pobres torcedores de equipas que fazem capa de jornal e que nem golos podem sofrer jornada a jornada. Goza connosco do alto (ou do baixo, em rigor) do conforto da sua pequena equipa, histórica mas modesta, que não faz mais do que é obrigada, que comemora as permanências, sabe o que é uma subida de divisão, sonha cautelosamente com um dia na UEFA ou na final da Taça.

Agora finalmente, e graças ao Nuno Miguel Guedes, venho a descobrir o que se ouve nas bancadas em Coimbra por estes dias. Será, como no caso do Benfica, um bem esgalhado ragtime de Scott Joplin do século XIX? Não é bem. Mas louve-se a actualidade e a intenção de atrair jovens para a causa academista.

sábado, setembro 23

Dedicatórias, do/no fundo

Faz lembrar o actual momento do João Miranda


Frank Sinatra - That's Life


Vá, com letra e tudo:

That's life, that's what all the people say.
You're riding high in April,
Shot down in May
But I know I'm gonna change that tune,
When I'm back on top, back on top in June.

I said that's life, and as funny as it may seem
Some people get their kicks,
Stompin' on a dream
But I don't let it, let it get me down,
'Cause this fine ol' world it keeps spinning around

I've been a puppet, a pauper, a pirate,
A poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out
And I know one thing:
Each time I find myself, flat on my face,
I pick myself up and get back in the race.

That's life
I tell ya, I can't deny it,
I thought of quitting baby,
But my heart just ain't gonna buy it.
And if I didn't think it was worth one single try,
I'd jump right on a big bird and then I'd fly

I've been a puppet, a pauper, a pirate,
A poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out
And I know one thing:
Each time I find myself laying flat on my face,
I just pick myself up and get back in the race

That's life
That's life and I can't deny it
Many times I thought of cutting out
But my heart won't buy it
But if there's nothing shakin' come this here july
I'm gonna roll myself up in a big ball and die
My, My

segunda-feira, setembro 18

Fezada

Para que resolveu um tipo como eu, muito abaixo de leigo em tudo o que envolva ciências, por mais inexactas que sejam, de tal modo que até hoje não respondi à mais simples questão de ciência ou seus derivados num quiz (o que significa ATP, por exemplo), a fazer um post aplaudindo a posição dos darwinistas como quem apoia um clube? Ou melhor ainda, como me hei-de defender da ideia de que colocar-me do lado da Ciência não é uma questão de fé igualzinha à dos criacionistas, dado que não sei mais pormenores da Teoria da Evolução do que os que o senso comum, a conversa de café e algum artigo de uma página do Público me transmitiram, provavelmente todos absolutamente errados?

Por uma simples razão de transparência no método. A minha confiança na comunidade científica (estas designações arrepiam sempre um bocadinho) deriva de saber exactamente como chegam a determinada conclusão. De saber que o Método está lá, e sobretudo de saber que os cientistas são verdadeiros sacanas uns com os outros, gente que vive para provar que a própria mãe está errada, e que dedica toda a sua vida a isto. E não é um, nem dois, falamos de milhares de pessoas todos os dias a querer provar que estão errados. Os outros e eles próprios. Podem vir dizer-me que isto nem sempre é assim. De maçãs podres está o mundo científico cheio, mas o facto é que no que realmente importa eles estão lá para provar que estão todos enganados mais do que para provar que um determinado iluminado tinha toda a razão.

Isto chega-me.

sexta-feira, setembro 15

Em campanha



Contam-se espingardas

Ia-me pôr por aqui a escrever coisas com que me enterraria pela certa, mas sobretudo subscrever o Vasco Barreto, na tarefa - que para ele é ridiculamente fácil - de aniquilar criacionistas. O génio lógico do João Miranda pretendeu meter o seu bedelho XFM (imensa minoria e assim) e ser do contra. Foi de tal modo do contra que, penso, chegou a ir contra a sua própria racionalidade. Vale a pena ver como se esquiva à discussão nesta caixa de comentários. Para mim, pessoa para quem o João Miranda é o João Miranda, foi atitude que me deixou, para começar, triste. É fácil argumentar contra os comentadores de estimação que usam o famoso argumento "És um fascista ó João Miranda", e de seguida enumerar em 18 pontos a razão de ter razão. Pelos vistos, e até ver, o João Miranda dá-se um pouco pior com argumentos mais sólidos.

Não o faço (pôr-me por aqui a escrever coisas com que me enterraria pela certa) porque felizmente se vão chegando à frente pessoas que sabem do que falam e vão pondo alguma ordem numa mesa que já parece demasiado apalhaçada.

Como tal, deixo qualquer comentário que eu pretenda fazer para o post seguinte, esperando que se espalhe essa bela palavra de ordem aparecida ontem no Memória Inventada. Assino já por baixo os próximos textos nesta matéria do Vasco Barreto (atitude algo criacionista, reconheço) e assim posso voltar a limitar-me a analisar a carreira do Sporting neste ano que, para qualquer outra equipa seria decisivo, mas que felizmente apareceu ao clube que apareceu.

quarta-feira, setembro 13

Breve apontamento

Já agora não queria perder a oportunidade de dirigir este post ao Proletário (e ao Sousa também mas em sentido inverso) pelos dias felizes que se lhe vão sucedendo. Não só o Sporting ganha ao Inter, como o Torres Vedras Novas ganha o derby ao União de Tomar

sexta-feira, setembro 1

Mas onde é que nós estamos?!

Quando um gajo pensa que vai entrar em Setembro descansado, sem sobressaltos, até porque já se viu de tudo, eis que é possível encontrar duas alimárias (esta e esta) que conseguem ter o que apontar ao Vasco Granja. E amargamente, o que torna tudo mais triste. Bom, que temos de argumento?: O Vasco era comuna! O sacana do Granja andava a esconder tudo o que era boneco do ocidente e a apresentar só animação checa, polaca, búlgara. Ah, vileza!

É claro que pessoas como o Luis Bonifácio rapidamente se aperceberam, do alto dos seus oito anos, que tudo aquilo "cheirava a saneamento" e logo se conseguiu que uns pais mais atentos exercessem uma gigantesca pressão para que o vermelho do Vasco fosse finalmente obrigado a transmitir Looney Tunes, Tex Avery ou a Pantera Cor-de-Rosa. Lixaram bem o gajo, o patife.

As mentes rebuscadas destes dois tipos não têm par. Só quem não viu o ar agastado e a voz trémula do Vasco Granja quando fez o programa após a morte do Mel Blanc pode atribuir qualquer tipo de segunda intenção à escolha dos alinhamentos que fazia. Vi praticamente tudo o que existe de Looney Tunes através do Vasco Granja e felizmente pude ainda ver a bonecada do resto do mundo. Alguns eram verdadeiras peças de terror, reconheço. Só que descobri, graças a ter existido um programa de autor de Animação, que havia mais do que um género de desenhos.

Foi bem levantada a lebre, no entanto. É que hoje sim, é impossível conseguir na televisão qualquer tipo de cinco minutos animados do leste da Europa, e não me quer parecer que os tenham deixado de fazer.

sexta-feira, agosto 25

Cá se fazem cá se pagam

Ainda nao manifestamos aqui a nossa tristeza por Plutao nao ser um planeta como antes. Quero daqui dizer-lhe que manterá o seu lugar no meu coraçao.

A Associaçao Internacional que decide estas coisas disse que um planeta tem que reunir tres condiçoes básicas: Ser sólido, redondo e girar à volta do Sol. Levantam-se assim novas perspectivas profissionais ao Comboio Azul, a quem só falta a última.