Neste momento só o que me preocupa é que o Fernando Santos venha a pegar na equipa. Como aparentemente é coisa que não tem acontecido, a vida nem tem corrido mal. Isto é equipa que perde com facilidade como se tem visto, mas de resto é uma equipa muito boa e que depende de alguns factores que infelizmente não há como controlar. Alguns não: dois. Um é ter sorte. Se o Benfica tiver muita sorte como nos dois bons golos do ínicio deste jogo com esta gente do Copenhaga, então irá jogar bem. Se tiver azar joga mal. Isto parece parvo dito assim, mas há quem saiba jogar bem quando tem azar. Contingências. O outro é o Petit. Há dias em que parece que o tipo faz tudo para perder o jogo, como hoje. Isto é, faz-se à bola e assim, quer participar na partida, sei lá. Em alguns outros dá ideia que se esquece que ali está e toda a equipa ganha com isso. Ele próprio, aliás, que chega a marcar golos. É claro que podia-se pensar em não o meter a jogar. Mas isso talvez já seja ir longe demais. Em tudo o resto lamento muito que uma equipa que podia facilmente ser a melhor que para aqui anda, se comandada por qualquer criança que jogue
FM há mais de seis meses, esteja neste estado. Mas o Benfica tem sido um bom entretém, tem o Micolli e o Simão e o Nelson e assim (o assim é o Nuno Gomes, mas custa-me dizer isto), e por vezes ganha jogos. Por exemplo: no dia da tal finta do Micolli, houve um canto em que o Simão o marca para fora da área, assim pelo ar. O Micolli (anda google!) sem a deixar bater no chão, e bem cá de fora, faz um remate sério e honesto à baliza. O que é isto? Isto é desperdiçar um canto com grande respeito pelo espectador. E num canto, bem ou mal marcado raramente se respeita as pessoas. Assim de repente só me lembro de outro gajo que gostava de desperdiçar cantos e às vezes livres. O Balakov marcou uma vez um canto igual. Com a diferença que o Cherbakov lhe acertou um pouco melhor e marcou golo, claro. Nada disto está no Youtube, já fui confirmar. Terão que recorrer à memória, como se fazia dantes.
Por outro lado ando com um bocado de inveja
destes posts do James Bond. Queria fazer um ou outro post, antes que o filme estreie aqui, que revelasse o meu sentido de humor e pertinência, mas não me ocorre assim nada.
p.s. O Balakov (esse animal) não marcou um canto igual, marcou-o melhor, mas a intenção do Simão foi a mesma e por acaso até funcionou da mesma maneira, salvo o golo. E visto que o Simão não deve ter visto esse golo, suspeito eu, a coisa ainda ganha mérito, dado que foi ideia que lhe saiu da própria mona. Mas estas coisas só acontecem a equipas que não têm quem mande nelas. A gente quando jogava na rua, por exemplo, ou o Benfica. Fique o Sporting e o Porto com onzes bem montados, e provavelmente com o campeonato, já me conformei, e nós vamos ficando com a inconsequência (que até me tem sabido mais ao Benfica que gosto de lembrar que qualquer outro dos últimos cinco anos).