quarta-feira, novembro 22

Galo de Barcelos

Nunca pensei ser possível acompanhar séries. Ter um dia e hora certos para me lembrar de mudar para tal canal já me parecia impossível com quatro canais. Com 50 é impraticável. Agora que os amigos trocam freneticamente DVD cheios de episódios de todo o tipo de séries e competem por conseguir o episódio tal que foi transmitido horas antes, uma pessoa pode perder todas as suas horas disponíveis a papar temporadas inteiras. Ele há coisa para todos os gostos, curiosamente todas boas. Não vale a pena falar no Lost, imagino. Até porque a descobri muito pouco consensual. Há uma curiosa tendência para manter os temas clássicos das sitcoms, mas agora com perversões ou idiossincrasias novas que remetem o ambiente para pretexto. No Scrubs (é muito subvalorizada esta) o hospital é pretexto, no Dexter o trabalho policial é pretexto, no Weeds o subúrbio é pretexto e até no Lost a ilha é pretexto. E no entanto são pretextos muito bem feitos.

Bom, de todas estas o Weeds e o Dexter serão as que partem de pressupostos mais estranhos. Na primeira temos uma jovem viúva, mãe de família de subúrbio que vende erva no bairro. Um gajo vê um episódio, pelo menos, nem que seja por causa disto. O Dexter passa-se no habitual ambiente de um departamento de homicídios mas com um sociopata a especialista forense, que se dedica àquilo para não matar (demasiadas) pessoas. O Dexter é melhor e o Weeds é só uma série gira e bem apanhada. E ainda com aquele extra à janela da casa dos dealers grossistas do bairro.

5 comentários:

Comboio Azul disse...

Assim já se percebe nelhor por que razão o outro tipo ouviu o frango assado clamar pela sua inocência, dando origem a um dos mitos mais cretinos na história portuguesa.

Assim sendo, gostaria que aparecesse posteriormente uma efígie da Rainha Santa para confirmar esta teoria.

Le Fante disse...

Olha, a Rainha Santa não sei. Mas aquilo junto do lava-loiças não é um frasco de Sonasol? Podia jurar...

Comboio Azul disse...

É capaz de ser, é. E azulejos Revigrés também.

proletario disse...

Ora aqui está mais um indício da viabilidade económica do Caralho de Barcelos

Maria das Flores. disse...

Andei a fazer um inquérito a don@s de casa com fetiches por detergentes e 100% da amostra (N=2) afirmou que Sonasol nao poderia ser, que a embalagem é diferente; mas que poderia ser, no entanto, Fairy.
Perguntou-se também sobre um eventual sentimento de familiaridade que aquele prato no escorre-pratos (??) e os cortinados de renda despoletariam na populacao portuguesa: a mesma supracitada percentagem garantiu já ter visto pratos e cortinados assim-tal-e-qual-igualinhos-igualinhos em casa de avós e tios dos próprios e/ou de amigos (portugueses).